silver hs code 7106

A Argentina é considerada o único país do mundo cujo nome deriva de um metal. O nome tem origem em «argentum», a palavra latina para prata, um legado dos exploradores espanhóis que chegaram à América do Sul no século XVI na esperança de encontrar enormes tesouros de prata.

Enquanto a final do Mundial de 2026, em Nova Iorque, opõe a Espanha à Argentina, vale a pena contar a história como deve ser: o nome do país é um pedaço da história do comércio. E, de certa forma, a mais antiga declaração falsa da história do comércio.

Prata Código HS 7106: O metal na pauta aduaneira

As expectativas improvisadas do século XVI deram lugar, há muito, a um sistema preciso. No atual Sistema Harmonizado, a nomenclatura internacional utilizada pelas autoridades aduaneiras em todo o mundo, a prata tem uma classificação exata: o Código HS 7106 abrange a prata, incluindo a prata dourada ou platinada, em bruto ou como produto semiacabado.

Encontra-se no capítulo 71, o domínio dos metais preciosos, das pedras preciosas e das pérolas, a apenas algumas linhas de distância do ouro, na posição 7108.

Cada quilograma de prata que hoje atravessa uma fronteira é declarado sob este código.

Quer comercialize prata, limões ou bolas de futebol: a classificação correta para cada produto com o nosso Localizador de Códigos HS.

Prata Código HS 7106: Principais exportadores

O ABRAMS.wiki é também uma ferramenta estratégica para vendedores, grossistas, intermediários e transformadores. Com um clique, fica visível quem vende prata a nível mundial, em que quantidades e a que preço.

A transparência é o primeiro passo para qualquer relação comercial de sucesso.

Os 5 principais países exportadores de prata, por quota de mercado em 2025, são:

  1. Hong Kong (13,28%)
  2. Reino Unido (12,43%)
  3. Estados Unidos da América (11,92%)
  4. México (8,00%)
  5. Suíça (7,59%)

De onde vem o nome «Argentina»?

Quando as expedições espanholas chegaram, no início do século XVI, à enorme foz do rio na costa atlântica da América do Sul, alimentavam-se de rumores sobre uma terra repleta de metais preciosos. Assim, batizaram o grande rio de «Río de la Plata»: «rio da prata». Do latim «argentum» surgiu mais tarde o nome do país circundante: Argentina, literalmente «Terra da Prata».

O nome não era, portanto, uma descrição. Era uma previsão, uma declaração dos bens que os recém-chegados esperavam encontrar.

A prata que se encontrava noutro lugar

E eis a reviravolta que torna esta história notável para todos os que atuam no mercado: a previsão falhou. As lendárias jazidas de prata, que alimentaram a imaginação dos conquistadores, não se encontravam na Pampa, em torno do Rio da Prata. A grande mina colonial de prata era Potosí, no planalto da atual Bolívia. O rio da Prata já tinha o nome do metal muito antes de transportar quantidades significativas do mesmo.

Um país cujo nome deriva de uma mercadoria que lá não existia: com um pouco de humor, poder-se-ia dizer que a Argentina é a mais antiga declaração falsa da história do comércio.

E há mais uma ironia: hoje, a Argentina tornou-se, de facto, um importante país produtor de prata; séculos após a atribuição do nome, a geologia começa a fazer jus a esse nome.

O futebol acaba. O comércio continua.

O apito final decide quem é o vencedor em campo.

No comércio global, não há apito final.

Uma análise das relações comerciais revela que, por trás de cada produto do dia a dia, existe uma história global muito mais vasta.

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